Faltam quase 2 mil enfermeiros nos cuidados continuados do sul do país

Um estudo da Ordem dos Enfermeiros revela que faltam 1.779 enfermeiros nas 117 unidades da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados da região sul do país, para garantir o “funcionamento com segurança dos cuidados prestados”.
créditos: ANDRE KOSTERS/LUSA

O estudo de caracterização das unidades da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI) teve como objetivo “perceber qual é a capacidade de resposta da rede e, sobretudo, os desafios que se colocam e os recursos necessários para o seu funcionamento”, disse à agência Lusa o presidente da Secção Regional Sul da OE, Alexandre Tomás.

Tendo em conta a área de abrangência da região Sul, que abrange as administrações regionais de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve, “foi possível identificar a capacidade instalada desta rede, mas também a capacidade efetiva de investimento nas unidades da rede”, adiantou Alexandre Tomás.

Dados do estudo realizado pela Secção Regional do Sul da OE revelam que nas 44 unidades de internamento, de um total de 117 que responderam ao estudo, trabalham 412 enfermeiros (93% generalistas e 7% especialistas), faltando 659 destes profissionais, tendo por base o documento para o cálculo da dotação segura.

15 enfermeiros em falta em cada unidade

Se estes dados forem extrapolados para as 117 unidades de internamento existentes entre Santarém e Faro faltam 1.779 enfermeiros, o que significa que, em média, faltam 15 enfermeiros em cada unidade.

O enfermeiro Alexandre Tomás explicou que o número de enfermeiros em falta não é igual em todas as unidades.

“Cada uma das unidades da rede, de convalescença, de média duração, de longa duração ou de paliativos tem uma necessidade própria de número de enfermeiros que decorre do tipo de utente que está nessa unidade”, sustentou.

Comentários