Falta de financiamento obriga despedimento de 9 técnicos de apoio a crianças autistas

Associação conseguia dar apoio a cerca de 120 crianças e jovens com autismo
3 de outubro de 2013 - 08h53
A Associação Portuguesa para as Perturbações do Desenvolvimento e Autismo de Lisboa dispensou nove dos 14 técnicos do Centro de Recursos para a Inclusão porque o Ministério da Educação não deu ainda resposta ao pedido de financiamento.
Em declarações à agência Lusa, a presidente da direção da Associação Portuguesa para as Perturbações do Desenvolvimento e Autismo (APPDA) explicou que a associação tem um Centro de Recursos para a Inclusão (CRI) específico para apoiar crianças e jovens com autismo que frequentam o ensino regular em Lisboa e concelhos limítrofes.
A responsável adiantou que têm contratos firmados com 11 agrupamentos escolares, o que permitiria dar apoio a entre 115 a 120 crianças e jovens, mas a APPDA continua sem saber se o Ministério da Educação vai ou não financiar estes contratos e em que moldes o vai fazer.
“É uma situação penalizadora, não só para as crianças e jovens, mas também para as famílias e para os nossos técnicos. Aqueles que estão a contrato a termo, neste momento não estão contratados. Os contratos do ano letivo passado já caducaram e eles estão numa situação técnica de desemprego”, adiantou Maria Paula Figueiredo.
Segundo a presidente da direção APPDA, do Centro de Recursos para a Inclusão faziam parte 14 técnicos, entre terapeutas da fala, psicólogos e outros, nove dos quais entretanto dispensados por causa da falta de resposta do Ministério da Educação.
O habitual modo de procedimento obriga a que, no final de cada ano letivo, os agrupamentos de escolas, em colaboração com os CRI, elaborem Planos de Ação para o ano letivo seguinte, onde especificam o número de alunos com necessidade de apoio, os técnicos necessários e a correspondente verba.
De seguida, a candidatura é enviada ao Ministério da Educação, que analisa a candidatura e dá uma resposta ao pedido de financiamento para o arranque do ano letivo seguinte.
“Não tenho experiência de um atraso tão dilatado. É uma situação anormal”, disse Maria Paula Figueiredo.

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