Facebook pode induzir os mais jovens em maus comportamentos de saúde

Risco de desenvolver comportamentos de risco associado ao número de amigos com má conduta
9 de setembro de 2013 - 11h02



Os adolescentes que utilizam redes sociais na Internet são mais propensos a desenvolver comportamentos de risco pelo contacto com fotos de amigos a fumar ou a ingerir álcool, concluiu um estudo publicado no início do mês nos Estados Unidos.



"O estudo mostra que os adolescentes podem ser pressionados a fumar ou a consumir álcool pelas imagens online dos seus amigos", afirma Thomas Valente, da Universidade do Sul da Califórnia, principal autor da investigação. “Este é o primeiro estudo que aplica métodos de análise das redes sociais para examinar como as atividades dos adolescentes na internet influenciam o consumo de tabaco e álcool", acrescentou.



Thomas Valente e a equipa tiraram as conclusões de uma consulta feita com 1.563 estudantes de Los Angeles, entre outubro de 2010 e abril de 2011.



Os cientistas observaram que o tamanho da rede de amigos não é um fator importante na tomada de comportamentos de risco. Segundo o estudo, o risco de desenvolver comportamentos de risco está associado à quantidade de amigos que exibe fotos de consumo de álcool e tabaco.



Os adolescentes que não tinham amigos próximos consumidores de álcool eram mais propensos a ser afetados por uma exposição maior a fotos online que mostravam essa conduta.



"A evidência sugere que o comportamento online dos amigos é uma fonte viável de influência nos pares", disse Grace Huang, uma dos investigadores, cita a agência France Presse.



"Isto é importante saber, já que 95% dos adolescentes entre 12 e 17 anos nos Estados Unidos acedem à internet todos os dias, e 80% destes jovens usam as redes sociais online para comunicar entre si", continuou.



Entre os estudantes que responderam à entrevista, com idade média de 15 anos, cerca de 30% tinham fumado e mais da metade tinha ingerido pelo menos uma vez álcool.



O estudo foi publicado na edição online da revista Journal of Adolescent Health.



SAPO Saúde com AFP

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