Exercício físico pode contribuir tanto como medicamentos para evitar ataques cardíacos

Combinação dos dois será a melhor forma de combater a doença, sugerem especialistas
3 de outubro de 2013 - 08h22



Um estudo publicado no British Medical Journal defende que combinação de desporto com fármacos é a melhor forma de evitar a morte ou o agravamento da doença em pessoas com problemas cardiovasculares.



O estudo realizado por cientistas nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha foi publicado na revista científica British Medical Journal (BMJ). Os cientistas analisaram centenas de testes que envolveram 340 mil doentes, em busca de uma comparação entre o efeito de exercícios físicos e o efeito de medicamentos.



As atividades físicas obtiveram resultados semelhantes aos dos medicamentos para doenças cardíacas. A exceção foram os remédios chamados diuréticos. Estes tiveram melhores resultados do que a atividade física no combate a doenças cardíacas.



No caso de derrames, os exercícios tiveram eficácia ainda superior à dos remédios, segundo os investigadores, escreve a BBC.



Contudo, os especialistas alertam que isso não significa que as pessoas devem abandonar a toma dos medicamentos em prol de exercício físico, mas recomendam que ambos sejam usados ao mesmo tempo no tratamento de doenças.



Na Grã-Bretanha, estudos mostram que os adultos não se exercitam suficiente. Apenas um terço da população no Reino Unido acata a recomendação médica de fazer 2,5 horas de exercícios de intensidade moderada por semana – como caminhada rápida e bicicleta.



No entanto, a utilização de de remédios com receita médica está a aumentar. Em 2000, a média de receitas médicas por pessoa na Inglaterra era de 11,2. Dez anos depois, a média subiu para 17,7, segundo um levantamento feito por cientistas da London School of Economics, Harvard Pilgrim Health Care Institute e Stanford University School of Medicine.



"Remédios são uma parte importantíssima do tratamento de condições cardíacas, e pessoas com receitas médicas devem continuar tomando seus medicamentos", afirma.



SAPO Saúde com agências
artigo do parceiro: Nuno Noronha

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