Eurodeputada Marisa Matias diz ser “urgente” Plano Nacional de Alzheimer

Portugal é dos únicos países na UE sem plano nacional de combate ou tratamento do Alzheimer
15 de maio de 2014 - 15h38



A cabeça de lista do BE às europeias considerou hoje "urgente" a implementação do Plano Nacional de Alzheimer, sublinhando que Portugal é dos poucos países da União Europeia sem este instrumento, estando muito "recuado" face a outros estados.



Marisa Matias dedicou hoje parte do seu dia a um tema que lhe é muito caro, o Alzheimer - a eurodeputada foi autora do relatório sobre a Iniciativa Europeia em matéria de doença de Alzheimer e outras doenças -, tendo visitado a associação Alzheimer Portugal, em Lisboa.



"Somos um dos poucos países da União Europeia que não tem Plano Nacional de Alzheimer. É urgente que haja. Uma das recomendações da Estratégia Europeia de Combate ao Alzheimer é que haja planos nacionais em todos os países e nós aí estamos muito recuados em relação ao que tem sido feito nos outros países", lamentou, em declarações aos jornalistas.



De acordo com a eurodeputada recandidata, "fala-se em mais uma reunião" para avançar com a elaboração do Plano Nacional de Alzheimer, recordando, no entanto, que "já se falava na elaboração antes de começar o relatório", no ano de 2009.



"O que se exige para futuro é que a estratégia europeia seja cumprida e que Portugal tente desta vez, a este respeito, ser bom aluno. Que não seja só bom aluno para aquilo que nos faz mal. Seja bom aluno para respeitar também os direitos e a dignidade", concretizou.



De acordo com Marisa Matias, estima-se que em Portugal haja 153 mil pessoas com alzheimer, cada uma delas inserida numa família que tem que ser a cuidadora e para a qual há muitas implicações.



"Em muitas das famílias têm que optar por alguém que abdique de trabalhar para poder dedicar-se ao cuidado de quem sofre de alzheimer. É preciso cuidados não só para quem tem alzheimer mas também para as famílias", defendeu.



A eurodeputada realçou que em Portugal há três centros de dia especializados, com capacidade para 45 pessoas, num universo de 153 mil diagnosticadas.



"A esmagadora maioria destas pessoas ou está em casa ou está em lares, que não têm condições, nem recursos, nem meios, nem conhecimentos para poder tratar destas pessoas", evidenciou.



Por SAPO Saúde com Lusa
artigo do parceiro: Nuno Noronha

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