Estudo revela que mais de 42% dos adultos portugueses são hipertensos

Portugal continua no topo da tabela dos países europeus em que a mortalidade por AVC é maior
9 de junho de 2014 - 13h38



A prevalência da hipertensão na população adulta portuguesa é de 42,2%, mantendo-se em níveis idênticos aos de há dez anos, mas a mortalidade por AVC baixou 46% na última década, revela um estudo hoje apresentado no Porto.



A redução do consumo de sal nos doentes hipertensos, a redução da pressão arterial, a mudança do tipo de medicação anti hipertensora, a melhoria da acessibilidade dos doentes ao Serviço Nacional de Saúde e o maior conhecimento da doença pela população explicam a redução da taxa de mortalidade por Acidente Vascular Cerebral.



Coordenado por Jorge Polónia, docente e investigador da Faculdade de Medicina do Porto, o PHYSA é considerado o “maior e mais completo” trabalho alguma vez realizado em Portugal sobre prevalência e controlo de hipertensão, consumo de sal e padrões genéticos relacionados com hipertensão, por registos efetuados em dois momentos diferentes, com dez anos de distância.



Na apresentação das conclusões do estudo, Jorge Polónia manifestou alguns receios de que a crise possa inverter alguns dos bons resultados obtidos nos últimos dez anos, apelando por isso ao Ministério da Saúde para que continue a investir no controlo desta doença.



AVC é das principais causas de morte em Portugal



Portugal continua no topo da tabela dos países europeus em que a mortalidade por AVC é maior do que a por enfarte do miocárdio, por isso, o especialista defendeu “uma maior ou total comparticipação dos medicamentos” anti hipertensores à semelhança do que acontece com a diabetes e a sida.



“Porque é que a doença que mais mata em Portugal não tem o mesmo tipo de tratamento?”, questionou o especialista, sublinhando também a necessidade de investir nos rastreios à população, desde criança.

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