Estudo revela que heterossexuais têm mais queixas sobre sexo do que homossexuais

A ejaculação prematura, por exemplo, parece ser mais recorrente entre homossexuais
27 de março de 2014 - 09h22



Os homens heterossexuais queixam-se mais de ejaculação prematura do que os homossexuais e as mulheres heterossexuais apresentaram mais queixas de dor sexual, dificuldades de orgasmo e de excitação sexual do que as lésbicas, segundo um estudo inédito.



Os resultados do estudo sobre a “Prevalência de Problemas Sexuais e mau estar associado em heterossexuais, gays e lésbicas”, elaborado pelo Laboratório de Investigação em Sexualidade Humana (SexLab), serão sexta-feira apresentados durante uma reunião científica.



A investigadora do SexLab Maria Manuela Peixoto, responsável pelo estudo, desenvolvido no âmbito do seu projeto de doutoramento em psicologia, disse à Lusa que os resultados preliminares apontam para “semelhanças e diferenças ao nível dos problemas sexuais experienciados por heterossexuais, gays e lésbicas”.



O estudo, que teve como base numa amostra online de 908 homens (435 homossexuais e 473 heterossexuais) e 1.399 mulheres (390 lésbicas e 1.009 heterossexuais), recolhida entre maio de 2012 e maio de 2013, avaliou os principais problemas sexuais dos homens e mulheres.



No sexo masculino foram avaliados a disfunção erétil, a ejaculação prematura, a ejaculação retardada e o baixo desejo sexual, enquanto nas mulheres foram abordadas as dificuldades de orgasmo e de excitação sexual, bem como o baixo desejo sexual e a dor sexual.



A investigação analisou ainda o nível de mal-estar (distress) associado a cada problemática.



Os resultados demonstraram que os homens heterossexuais apresentam mais queixas de ejaculação prematura, comparativamente aos homossexuais.



Por seu lado, as mulheres heterossexuais apresentaram mais queixas de dor sexual, dificuldades de orgasmo e dificuldades de excitação sexual, quando comparadas com as lésbicas.



“A prevalência dos problemas sexuais diminuiu significativamente após o controlo dos índices de mal-estar”, lê-se nos resultados preliminares do estudo.

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