Estudo recomenda criação de gestor do doente crónico para poupar gastos ao Estado

Em Portugal podem ser precisos 7500 gestores do doente, cada um com 80 casos crónicos
17 de abril de 2014 - 15h39



Os centros de saúde devem passar a ter um gestor do doente, que acompanhe o processo clínico do utente e faça a sua ligação aos cuidados hospitalares, segundo um estudo que hoje é posto em consulta pública.



Baseando-se em recomendações internacionais, os autores do estudo calculam que, em Portugal, sejam necessários pelo menos cerca de 7.500 gestores do doente, sendo que cada um pode acompanhar perto de 80 casos de doentes crónicos.



“O conceito de gestor do doente que se propõe (…) consiste numa figura que acompanha personalizadamente o doente com condições clínicas e socioeconómicas complexas ao longo de um ‘continuum’ de cuidados”, refere o relatório do grupo de trabalho para a integração dos níveis de cuidados de saúde, a que a agência Lusa teve acesso.



Com o aumento da prevalência de doenças crónicas em Portugal, os autores do estudo consideram que há uma maior necessidade de um acompanhamento mais próximo e personalizado dos doentes.



Gestor do doente pode permitir poupança ao Estado



O recurso a um gestor do doente nos cuidados de saúde primários pode ainda permitir uma redução da utilização dos cuidados hospitalares, refere o documento, que é hoje colocado em consulta pública.



Pode conseguir-se alcançar uma diminuição dos internamentos desnecessários, reduzir a demora média, a recorrência à urgência e até a necessidade de cuidados continuados.



“A intervenção destes profissionais visa o acompanhamento dos doentes mais consumidores de recursos, permitindo assim a prazo controlar o desperdício através de um melhor controlo do estado do doente”, diz o documento.

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