Estudo mostra que exercício funciona como alimento do cérebro

As crianças mais ativas fisicamente aos 11 anos tiveram um desempenho melhor em todos os temas
22 de outubro de 2013 - 08h50



Praticar exercícios regularmente melhorou as notas escolares de jovens e ajudou, particularmente, as meninas nos estudos de ciências, revela um estudo britânico publicado na terça-feira.



Segundo descobertas divulgadas na edição online do periódico britânico Journal of Sports Medicine, quanto mais ativas fisicamente as crianças forem, melhor será o desempenho na escola.



Há muito tempo que se acredita que movimentar o corpo impulsiona o funcionamento do cérebro, mas até agora existiam poucas evidências científicas.



Para fazer o estudo, cientistas de Inglaterra, Escócia e Estados Unidos mediram o nível de atividade física de quase 5.000 meninos e meninas de 11 anos, que usaram um leitor de movimento durante uma semana.



As crianças mais ativas fisicamente aos 11 anos tiveram um desempenho melhor em todos os temas. De acordo com os resultados, cada 17 minutos de exercícios diários aos 11 anos produziram uma melhoria adicional nas notas dos meninos, e 12 minutos diários para as meninas com 16 anos.



No entanto, os cientistas ficaram preocupado durante o estudo, porque aperceberam-se que os meninos praticam em média 29 minutos de exercícios moderados por dia e as meninas cerca de 18 minutos, muito menos do que os 60 minutos recomendados.



As crianças foram recrutadas num projeto de larga escala denominado Avon Longitudinal Study of Parents and Children.



Os cientistas ajustaram os resultados para fatores que poderiam influenciar as descobertas, como peso da criança ao nascer, tabaco na gravidez, origem socioeconómica, entre outros.



Segundo os cientistas, são necessários novos estudos para apurar a relação exercícios e melhor desempenho escolar.



SAPO Saúde com AFP


artigo do parceiro: Nuno Noronha

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