Estudo 'Boys don't cry' revela: Lágrimas femininas diminuem apetite sexual dos homens

Um estudo revelou que as lágrimas femininas libertam substâncias que reduzem o nível de testosterona do homem que estiver por perto, deixando-o menos agressivo e com menor apetite sexual. "Boys Don't Cy" (os homens não choram), assim se chama o estudo liderado por Noam Sobel, do Instituto Weizmann de Ciência, em Israel, pretendia descobrir se os resultados se deviam a alguma molécula libertada pelas lágrimas e não pela expressão de sofrimento da mulher.

Para tal, os cientistas resolveram evitar que os homens vissem as mulheres chorarem, fazendo os testes em separado: Primeiro com elas e depois com eles, conta o diário brasileiro "Folha de São Paulo". Os cientistas colocaram, então, as mulheres a assistirem ao filme "o campeão", que conta a vida de um ex-lutador que, para além de ter perdido tudo o que tinha, a mãe do seu filho tenta tirar-lhe a custódia da criança.

Ao verem esta história trágica, as mulheres emocionaram-se, sendo as suas lágrimas recolhidas com um pequeno pedaço de papel e levadas para a sala onde se encontravam os homens, a fim de estes cheirarem as amostras. o contacto com as lágrimas fez com que a concentração de testosterona deles caísse quase 15 por cento, deixando-os de tal modo sensíveis que, depois de assistirem ao filme pornográfico "nove semanas e meia de amor", admitiram estar menos excitados do que um grupo de homens que não tinha sido exposto às lágrimas.

Segundo o coordenador do estudo, Noam Sobel, faz todo o sentido admitir que o choro feminino pode afectar desta maneira os homens. "quando abraçamos alguém amado, colocamos o nosso nariz perto do rosto com lágrimas", disse, adiantando que o efeito acaba alguns minutos após o fim da exposição às lágrimas. apesar dos resultados satisfatórios, o estudo continua a ter algumas lacunas que precisam de ser preenchidas, nomeadamente o tipo de molécula contida na lágrima que causa estes efeitos e se o choro masculino tem o mesmo impacto que o feminino.

"Nós especulamos que sim, e talvez o choro infantil também", afirmou. no entanto, sobel relembra que para fazer este tipo de estudos torna-se mais complicado, uma vez que é mais difícil fazer os homens chorar. "Se precisássemos de lágrimas masculinas neste estudo, iríamos precisar de muitos mais anos para o conseguirmos terminar".

10 de Janeiro de 2011

Fonte: JN

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