Estudo aponta mecanismo anticancerígeno dos bróculos

Três a cinco porções do vegetal, por semana, pode ser o suficiente

O consumo de bróculos é indicado, por diversos estudos, como uma forma de reduzir os riscos de desenvolver diversos tipos de cancro, embora não se saiba ao certo a quantidade que deve ser ingerida para a protecção.

Agora, um novo estudo da Universidade de Illinois, nos EUA, indica que comer três a cinco porções do vegetal por semana pode ser o suficiente para ter um significativo efeito anticancerígeno, e mostra o mecanismo responsável.

De acordo com os especialistas, o grande responsável pelo efeito protector dos bróculos contra o desenvolvimento de tumores é um composto chamado sulforafano. Essa substância é libertada do composto glucorafanina pela acção de bactérias na parte inferior do intestino, e absorvida pelo corpo.

«Essa descoberta aumenta a possibilidade de sermos capazes de potencializar a actividade dessas bactérias no cólon, aumentando o poder dos bróculos na prevenção do cancro», escreveram os autores na revista Food & Function.

Os investigadores provaram isso em testes com ratos. Injectando, no intestino desses animais, a glucorafanina, observaram a presença de uma quantidade significativa de sulforafano no sangue de uma veia que flui do intestino para o fígado.

«A presença de sulforafano em quantidade mensurável mostra que este está a ser convertido no intestino delgado e está disponível para a absorção no organismo», explicou a cientista Elizabeth Jeffery.

Sobre a quantidade adequada para a prevenção do cancro, a investigadora destaca que «menos de uma porção de bróculos diariamente é suficiente para ter um efeito anticancerígeno.

«Com muitos de outros alimentos bioactivos que ouvimos falar, uma vasta quantidade é necessária para um resultado mensurável», acrescenta a especialista. Entretanto, mais estudos são necessários para a confirmação deste mecanismo de protecção do bróculo contra o cancro.

Fonte: Lusa

2010-10-25

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