Estados Unidos desenvolvem chip contracetivo com controlo remoto

Projeto foi apoiado por Bill Gates e poderá estar à venda em 2018

15 de julho de 2014 - 08h59

Um chip de computador contracetivo, que pode ser acionado através de um comando com controlo remoto, foi desenvolvido em Massachusetts, nos Estados Unidos. O chip é implantado sob a pele de uma mulher, libertando uma pequena dose da hormona levonorgestrel a cada dia.

Esse processo acontece diariamente durante 16 anos, mas pode ser interrompido a qualquer momento a partir de um controlo remoto.

O projeto foi apoiado por Bill Gates e será submetido a testes nos Estados Unidos no próximo ano. Possivelmente, poderá ser colocado à venda em 2018 com preços competitivos.

Uma pequena carga elétrica derrete uma vedação ultra-fina que cobre o levonorgestrel, liberando uma dose de 30 microgramas no organismo.

Existem outros tipos de implante de contraceção disponíveis, mas estes requerem que a paciente procure uma clínica para ser submetida a um procedimento ambulatorial para desativação do mesmo.

"A capacidade de ligar e desligar o disposito traz mais facilidade para aqueles que planeam ter uma família", diz Robert Farra, do MIT, em Massachusetts, cita a BBC.

O próximo desafio da equipa é garantir que o dispositivo é absolutamente seguro.

A equipa adianta que a mesma tecnologia também pode ser utilizada para administrar outros medicamentos.

Por SAPO Saúde

artigo do parceiro: Nuno Noronha

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