Espera para consulta de oftalmologia em Lamego subiu de 29 para 128 dias

Queixas por parte dos utentes têm aumentado

12 de fevereiro de 2014 - 09h51

O tempo de espera para consulta externa de oftalmologia no Hopsital de Proximidade de Lamego passou de 29 para 128 dias, após a transferência deste serviço da Régua para a nova unidade hospitalar lamecense, em funcionamento há um ano.

O Hospital de Proximidade de Lamego entrou em funcionamento a 11 de fevereiro de 2013. Em consequência o Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro (CHTMAD) transferiu o Centro Oftalmológico, instalado no Hospital D.Luís I, no Peso da Régua, para a nova unidade.

Nos últimos tempos têm-se registados queixas por parte dos utentes relativamente ao aumento dos tempos de espera para consulta e cirurgias em oftalmologia, tendo o presidente do conselho de administração do CHTMAD, Carlos Cadavez, em declarações à agência Lusa, reconhecido o aumento do tempo de espera na consulta externa, de “29 para 128 dias” e justificou-o com a perda de um médico.

Na Régua trabalhavam três oftalmologistas e, em Lamego, apenas dois. Em 2012, ainda na Régua, foram realizadas 30.647 consultas externas, enquanto em 2013 o número baixou para as 25.126 em Lamego, ou menos 5.521. A lista de espera aumentou de 320 doentes, a 31 de dezembro de 2012, para os 916, em período homólogo do ano passado.

Carlos Cadavez considerou ainda que o “aumento da oferta originou o aumento da procura”, até porque a este serviço chegam utentes do Douro Sul, mas também de toda a área de influência do centro hospitalar e do nordeste transmontano.

O número de cirurgias nesta especialidade diminuiu também das 3.158 (incluindo atividade na Régua em 2012) para as 2.201 (2013), o que, segundo o mesmo responsável, se deve à paragem de cerca de três meses correspondente à instalação na nova unidade hospitalar.

O presidente do conselho de administração referiu que o CHTMAD pretende usar a vaga que tem atribuída em oftalmologia e, segundo frisou, “gostava que ela fosse preenchida em Lamego”. No entanto, ressalvou as dificuldades que existem atualmente em agilizar a contratação de profissionais para a área da saúde.

“Neste momento estamos a responder o melhor possível, com qualidade. Este é ainda um hospital em ascensão”, afirmou.

Por fim, Carlos Cadavez salientou que este serviço continua a fazer o despiste da retinopatia diabética, numa iniciativa que arrancou ainda nas instalações da Régua e conta com o apoio da Administração Regional de Saúde do Norte e as autarquias da região.

SAPO Saúde com Lusa

artigo do parceiro: Nuno de Noronha

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