Especialistas defendem a importância da música para crianças com cancro

A maestrina, voluntária e aluna do 5.º ano de Medicina Lídia Dias defende a importância da música para crianças com doença oncológica, apontando o caso da Austrália onde “a musicoterapia já faz parte do tratamento multidisciplinar” do cancro.
créditos: EPA/TYTUS ZMIJEWSKI POLAND

“Para as crianças doentes, a música acaba por servir muito como um momento de relaxamento, de distração de todas as complicações”, disse, em declarações à Lusa, no âmbito de um debate sobre o tema que hoje decorre na Casa Ronald McDonald do Porto.

As Casas Ronald McDonald são “casas longe de casa”, oferecendo apoio gratuito aos familiares das crianças que se deslocam da sua residência habitual (um pouco de todo o país) para receber tratamento hospitalar prolongado ou ambulatório nos hospitais com cuidados pediátricos.

Musicoterapia na Austrália

“Quando vão fazer radioterapia, algumas crianças e até alguns adultos têm de fazer uma anestesia, um relaxamento, porque nem sempre é muito fácil. Na Austrália fizeram uma comparação. Nuns casos usaram a anestesia e noutros usaram simplesmente música e a verdade é que a música funcionou em 92%. Não tiveram de usar a anestesia que, como todos os medicamentos, pode gerar complicações, enquanto a música simplesmente é algo externo que nos influencia e funcionou”, sublinhou Lídias Dias.

Para a maestrina do coro da Faculdade de Medicina do Porto e voluntária na Casa na Casa Ronald McDonald do Porto, “é mais uma evidência de que a música ajuda muito a estarmos mais calmos, tranquilos e, ao mesmo tempo, a esquecermos todas as complicações”.

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