Equipamentos de radioterapia devem ser desconcentrados pelo país, alerta especialista

1,7 milhões pessoas em Portugal precisam de fazer mais de uma hora de viagem até um centro
24 de janeiro de 2013 - 09h20

O antigo presidente do Colégio de Oncologia da Ordem dos Médicos Jorge Espírito Santo defende que os equipamentos de radioterapia sejam descentralizados, considerando que muitos doentes têm de percorrer grandes distâncias para o tratamento.

Num comentário ao estudo da revista The Lancet Oncology, divulgado esta quinta-feira, Espírito Santo disse não ser surpreendente a conclusão de que há um défice de equipamentos de radioterapia.


“Há uma carência efetiva de equipamentos de megavoltagem, de aceleradores lineares [para tratamento do cancro], relativamente às necessidades”, comentou à Lusa.



Jorge Espírito Santo admite que a carência de equipamentos pode “causar constrangimentos ao acesso” por parte dos doentes, sobretudo quando o tratamento obriga a “cumprir prazos”.



Contudo, a distância que muitos doentes têm de percorrer devia ser corrigida, diz o especialista, criticando a “excessiva concentração” de serviços em Lisboa, Porto e Coimbra.



“Além do impacto humano, também em termos económicos é muito mais barato tratar um doente na sua área de residência”, justificou.



No verão passado, um estudo da Entidade Reguladora da Saúde (ERS) revelou que cerca de 1,7 milhões de habitantes de Portugal Continental precisam de fazer mais de uma hora de viagem para chegar a um centro de radioterapia.



SAPO Saúde com Lusa


artigo do parceiro: Nuno Noronha

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