Enfermeiros vão divulgar informações sobre segurança dos medicamentos

Boletim de farmacovigilância distribuido por cada um dos 14 mil enfermeiros
28 de dezembro de 2014 - 15h32
A Secção Regional do Centro da Ordem dos Enfermeiros anunciou hoje a celebração de um protocolo com a Unidade de Farmacovigilância para divulgar informações sobre segurança dos medicamentos, através da publicação de um boletim trimestral.
"Os enfermeiros estarão, assim, a colaborar ativamente na garantia da segurança dos doentes e na monitorização contínua das relações benefício-risco dos medicamentos", frisou Isabel Oliveira, presidente da estrutura regional, citada num comunicado enviado à comunicação social.
O acordo, com duração de um ano (renovável), vai possibilitar que os enfermeiros, responsáveis pela administração de medicamentos e monitorização dos seus efeitos, sejam envolvidos na notificação de reações adversas a medicamentos aos Centros de Farmacovigilância.
A Unidade de Farmacovigilância do Centro, sediada em Coimbra e ligada à Associação para a Investigação Biomédica e Inovação em Luz e Imagem (AIBILI), vai emitir trimestralmente um boletim de farmacovigilância que a Secção Regional do Centro da Ordem dos Enfermeiros fará distribuir por cada um dos seus 14 mil membros.
Isabel Oliveira salientou que a divulgação do boletim pretende "estimular uma cultura de notificação das suspeitas de reações adversas a medicamentos".
O primeiro número do 'Boletim de Farmacovigilância: atualizações de segurança de medicamentos' foi publicado no dia 12 de fevereiro e será divulgado em breve pelos enfermeiros da Secção Regional do Centro.
"Outro dos objetivos é a difusão dos alertas de segurança, com particular preocupação pelas atitudes a tomar pelos profissionais de saúde, bem como os resultados da atividade de farmacovigilância", refere ainda o comunicado.
Para a Secção Regional do Centro, a publicação "representa um contributo para a valorização científica dos enfermeiros e para o garante da qualidade e segurança dos cuidados prestados à população".
Lusa
artigo do parceiro: Nuno de Noronha

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