Enfermeiros em vigília contra falta de condições hospitalares no Oeste

Cerca de quatro dezenas de pessoas participaram hoje, mas Caldas da Rainha, numa vigília organizada pelo Sindicato dos Enfermeiros, para contestar a falta de condições e de profissionais no Centro Hospitalar do Oeste.

Em causa está, segundo Rui Marroni, do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), “o agravamento das condições de prestação de saúde aos utentes” nas unidades que integram o CHO (Hospitais das Caldas da Rainha, Peniche e Torres Vedras) e “a falta de recursos, quer ao nível de enfermagem quer de médicos em alguns serviços”.

Enfermeiros, representantes de movimentos cívicos e eleitos de vários partidos políticos, concentrados em frente ao hospital, contestaram “a situação caótica que se vive nos serviços de urgência” do Hospital das Caldas da Rainha, onde sustentam não haver “adequada dotação das equipas de enfermagem e de outros profissionais”, gerando “uma sobrecarga de trabalho” que coloca em risco “a segurança dos cuidados prestados”.

Os enfermeiros acusam a administração hospitalar de agudizar a situação por “não ter cumprido o compromisso de abertura de mais dez camas no Hospital de Peniche”, para onde deveriam ser transferidos os utentes das urgências que não tivessem lugar no serviço de internamento.

Falta de médicos e enfermeiros a recibo verde

As críticas estendem-se ainda à relação contratual com 35 enfermeiros, contratados através de uma empresa externa, que, a partir de dezembro, passarão ao regime de recibo verde, e à falta de médicos em especialidades como a psiquiatria, obstetrícia e ortopedia.

Em resposta às acusações do SEP, o conselho de Administração do CHO esclareceu hoje que “tem desenvolvido ações para garantir a contratação de médicos para o quadro de pessoal” mas que, das 75 vagas abertas desde 2013, “apenas 16 foram ocupadas”, não tendo havido candidaturas para as restantes.

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