Enfermeiros do Centro lamentam atropelos à segurança dos doentes

A Secção Regional do Centro (SRC) da Ordem dos Enfermeiros (OE) criticou esta quarta-feira um “dos momentos mais difíceis da história da enfermagem, em que se vive uma fase de atropelos à qualidade e segurança" dos doentes.
créditos: MARIO CRUZ/LUSA

Em comunicado e em antecipação ao ato de entrega da cédula profissional, na quinta-feira, a 685 novos enfermeiros dos distritos de Aveiro, Castelo Branco, Coimbra, Guarda, Leiria e Viseu, aquela secção da OE diz ainda que "têm sido poucas ou nulas as medidas governamentais para mudar esta realidade”.

E isto, sublinha a presidente da estrutura, Isabel Oliveira, “apesar dos grandes esforços e constantes alertas da Ordem dos Enfermeiros para o risco da saúde da população e a deterioração social, com desigualdades cada vez mais evidentes".

Segundo a enfermeira, às dotações inseguras juntam-se as "condições de trabalho indignas para os enfermeiros", na falta de reconhecimento remuneratório pela especificidade, risco e penosidade da profissão, que leva a maioria a emigrar.

"Mais grave é a falta de acesso a cuidados de enfermagem, a falta de segurança e qualidade a que a população tem direito", realça.

Além da insuficiente dotação de enfermeiros nos serviços de saúde, a presidente da SRC considera que se assiste "à privação da prestação de cuidados de saúde de qualidade e seguros em outros contextos igualmente relevantes para a sociedade", designadamente nos lares e unidades de cuidados continuados integrados.

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