Empresas suecas exportaram salmão contaminado com substância cancerígena

União Europeia proíbe desde 2002 a exportação de salmão sueco do Báltico
9 de maio de 2013 – 10h54



Duas empresas suecas exportaram ilegalmente salmão contaminado do Mar Báltico para outros países europeus, denunciaram alguns meios de comunicação deste país escandinavo na quarta-feira.



A União Europeia (UE) proíbe desde 2002 a exportação de salmão sueco do Báltico devido ao alto nível de dioxina, uma substância que pode causar cancro e provocar danos irreversíveis no sistema reprodutivo.



Pelo menos duas empresas foram denunciadas por ignorar esta proibição, colocando centenas de toneladas de peixe à vende em França e na Dinamarca, de onde foram novamente exportadas para outros países europeus.



A empresa francesa Pêcheries Nordiques confirmou à agência France Pesse ter importado 103 toneladas deste salmão em 2011 e 2012, antes de conhecer o problema.



O produto só é comercializado na Suécia, Finlândia e Letónia, onde os moradores estão sensibilizados para os problemas da contaminação do mar e sabem que devem limitar o consumo. O governo sueco desaconselha as mulheres grávidas e crianças a comerem este tipo de salmão mais de três vezes por ano.



Segundo a Agência Sueca de Alimentos, o caso é mais perigoso para a saúde pública do que as fraudes recentemente descobertas a propósito da introdução de carne de cavalo em produtos congelados



"Em comparação com o escândalo da carne de cavalo, este peixe tem sérios efeitos a longo prazo na saúde", afirmou Pontus Elvingsson, inspetor da Agência Sueca de Alimentos, citado pela emissora sueca SVT.



SAPO Saúde com AFP
artigo do parceiro: Nuno Noronha

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