Ébola: OMS contra restrições a viagens e cancelamento de voos

Vírus já matou mais de 2.600 pessoas e contagiou outras 5.000
22 de setembro de 2014 - 15h55



A Organização Mundial de Saúde (OMS) alertou hoje que os cancelamentos de voos e outras restrições às viagens prejudicam os países afetados pelo vírus Ébola e afetam a entrada de profissionais e materiais de saúde.



O Comité de Emergência da Organização Mundial de Saúde, que se reuniu hoje em Genebra para avaliar a epidemia de Ébola na África Ocidental, salientou que as restrições de movimentos podem contribuir para a doença alastrar.



Os peritos da OMS reiteraram que o mundo está a braços com "uma emergência de saúde pública de alcance internacional" e exortaram os países afetados e a comunidade internacional em geral a aumentar os esforços para deter o alastramento do vírus, que já matou mais de 2.600 pessoas e contagiou 5.000, sobretudo na Serra Leoa, na Libéria e na Guiné-Conacri.



As restrições às viagens acabam por ter "consequências económicas perniciosas, prejudicam a assistência e os esforços de resposta" à doença e aumentam o risco de "maior expansão internacional" do vírus, concluíram os membros do Comité.



"O Comité recomenda encarecidamente que não se apliquem proibições generalizadas às viagens ou ao comércio, exceto as restrições aplicadas às pessoas infetadas pelo Ébola", declararam.



Por Lusa
artigo do parceiro: Nuno Noronha

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