Ébola: Instituto de Saúde Ricardo Jorge em estado de prontidão permanente

Garantida capacidade para responder aos despistes do vírus do Ébola que os hospitais solicitarem

08 de agosto - 15h01

O presidente do Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge (INSA) garante o laboratório de referência em Portugal está em estado de “prontidão permanente” e com capacidade para responder aos despistes do vírus do Ébola que os hospitais solicitarem.

Fernando Almeida disse à Lusa que o facto da Organização Mundial de Saúde (OMS) ter decretado o estado de emergência mundial em saúde pública não vai, para já, levar a alterações nos procedimentos do INSA.

“Estamos perfeitamente organizados e em estado de prontidão, 24 sobre 24 horas”, disse Fernando Almeida, recordando a resposta que o instituto tem dado em outros surtos, como o dengue, o vírus de Marburg (Ébola) ou o da gripe.

Aos laboratórios do INSA chegarão as colheitas para analisar a presença, ou não, do vírus do Ébola.

Segundo Fernando Almeida, este instituto tem um plano de contingência, no qual está previsto, sempre que necessário, o reforço de meios humanos e de equipamentos (como reagentes).

Para já, a única coisa que se prevê aumentar nos próximos tempos são os contactos com instituições como a Direção Geral da Saúde ou o Ministério da Saúde, disse.

A diretora-geral da OMS, Margaret Chan, pediu hoje à comunidade internacional que ajude os países afetados a combater a epidemia de Ébola, a pior em quatro décadas.

Em conferência de imprensa, Chan afirmou que os países da África Ocidental mais atingidos pela epidemia - Libéria, Serra Leoa, Guiné-Conacri e Nigéria - "não têm meios para responderem sozinhos" à doença e pediu "à comunidade internacional que forneça o apoio necessário".

A Direção Geral de Saúde vai divulgar hoje à tarde uma posição concertada com os parceiros europeus sobre a declaração do estado de emergência mundial de saúde pública.

Em Portugal, os hospitais de referência definidos para atender estes casos são o Curry Cabral e o Dona Estefânia, ambos em Lisboa, e o São João, no Porto.

Desde março, a epidemia já matou 932 pessoas e infetou mais de 1.700.

O vírus do Ébola transmite-se por contacto direto com o sangue, líquidos ou tecidos de pessoas ou animais infetados.

Por Lusa

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