Ébola já matou 3.865 pessoas em 8.033 casos conhecidos

O Ébola já provocou 3.865 mortes entre os 8.033 casos conhecidos na África Ocidental, segundo a Organização Mundial de Saúde, e seis pessoas estão internadas com suspeita de contágio pelo vírus num hospital em Espanha.

Segundo o balanço da OMS - com dados recolhidos até ao dia 05 de outubro -, 768 pessoas já morreram na Guiné-Conacri, onde existem 1.298 casos (confirmados, prováveis e suspeitos).

A Libéria é o caso mais preocupante, com 2.210 mortes e 3.924 casos da doença, já a Serra Leoa registou, até ao momento, 879 mortes e 2.789 casos.

Ainda de acordo com a OMS, que divulgou estes dados na quarta-feira, na Nigéria foram registados 20 casos de ébola e oito mortes, no Senegal há um caso da doença.

Nos Estados Unidos, um homem que regressou da Libéria morreu no Hospital Presbiteriano de Dallas, no Texas, na quarta-feira. A infeção foi confirmada por testes realizados pelo Centro de Prevenção e Controlo de Doenças (CDC).

Por outro lado, os casos de Ébola que foram recentemente divulgados na República Democrática do Congo não têm aparentemente relação com os da África Ocidental.

Alguns médicos, missionários, religiosos e outros estrangeiros contaminados pelo vírus em África retornaram aos seus países de origem (sobretudo europeus e norte-americanos) para tratamento, mas nem todos conseguiram sobreviver.

Em Espanha, uma auxiliar de enfermagem foi infetada pelo vírus Ébola, no primeiro caso de contágio fora de África, e outras seis pessoas estão internadas para controlo e vigilância epidemiológica num hospital em Madrid.

A Comissão Europeia também pediu explicações a Madrid sobre o que falhou no primeiro caso de contaminação fora de África pelo vírus Ébola, que afetou a auxiliar de enfermagem espanhola.

A Europa chegou tarde ao combate ao Ébola e a comunidade internacional foi negligente, acusaram 44 especialistas mundiais em Saúde Pública.

O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, classificou, na segunda-feira, como insuficiente a resposta da comunidade internacional face ao avanço da epidemia na África ocidental.

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