Ébola: DGS coloca cartazes nos aeroportos com procedimentos a adotar pelos viajantes

DGS garante prontidão de Portugal face a qualquer foco de infeção
11 de agosto de 2014 - 16h11



A Direção-Geral da Saúde (DGS) vai colocar hoje, no aeroporto de Lisboa, vários cartazes e folhetos dirigidos, principalmente, a viajantes que estiveram recentemente em países afetados pelo vírus Ébola, com os procedimentos que devem ser adotados.



Os cartazes e folhetos serão também colocados posteriormente nos aeroportos do Porto, Faro, Madeira e Açores, adianta a DGS numa nota enviada à agência Lusa.



Nestes cartazes e folhetos, que têm como título “Informação de saúde”, pode ler-se: “Se esteve nos últimos 21 dias num país afetado pelo vírus Ébola ou esteve nos últimos 21 dias em contato com um doente com doença por vírus Ébola e se tiver febre superior a 38 graus, de início súbito, ligue para 808 24 24 24”.



Aconselha ainda o viajante a “referir sempre” aos profissionais de saúde os locais onde estiveram, nos últimos 21 dias, nos países afetados pelo vírus, Guiné-Conacri, Libéria, Serra Leoa e Nigéria.



Portugal criou um “dispositivo de coordenação” que está em alerta e “mobilizará e ativará recursos que sejam adequados a cada situação” de infeção pelo Ébola que venha a ser identificada, anunciou na passada sexta-feira a DGS, na sequência da declaração pela Organização Mundial de Saúde do estado de emergência de saúde pública de âmbito internacional, devido ao surto de Ébola.



A DGS garante que “Portugal tem, em estado de prontidão, mecanismos para detetar, investigar e gerir casos suspeitos de doença por vírus Ébola, incluindo capacidade laboratorial para confirmação da doença”.



A autoridade de saúde refere que “estão previstas medidas para facilitar a evacuação e a repatriação dos cidadãos que possam ter estado expostos ao vírus”.



Em Portugal, os hospitais para onde serão encaminhados os doentes suspeitos de estarem infetados com o vírus do Ébola são os Curry Cabral e Dona Estefânia, em Lisboa, e São João, no Porto.



Segundo a DGS, o atual surto começou na Guiné-Conacri, em dezembro de 2013 e, até à data, foram identificados cerca de 1.700 casos, tendo havido 930 mortes, em quatro países: Guiné-Conacri, Libéria, Serra Leoa e Nigéria.



O vírus do Ébola transmite-se por contacto direto com o sangue, líquidos ou tecidos de pessoas ou animais infetados.



Por Lusa
artigo do parceiro: Nuno Noronha

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