E se o cancro da próstata fosse transmissível sexualmente?

Parasita responsável pela tricomoníase leva ao desenvolvimento de células cancerosas
21 de maio de 2014 - 14h44



Há um estudo que é isso que sugere. Investigadores da Universidade da Califórnia relacionam o cancro da próstata com uma infeção sexual, a tricomoníase. Segundo os cientistas, há indícios de que aquela infeção potencia o desenvolvimento do cancro.



Após testes em laboratório, que analisaram células da próstata humana, verificou-se que a tricomoníase potencia o desenvolvimento daquele tipo de cancro. A tricomoníase é uma doença sexualmente transmissível, que já terá afetado cerca de 275 milhões de pessoas em todo o mundo. Para estes investigadores, a contração da doença pode tornar os homens mais susceptíveis ao desenvolvimento deste género de cancro.






Já em 2009, um trabalho de investigação profundo concluiu que um em cada quatro homens que padeciam de cancro da próstata apresentava indício da tricomoníase. O mesmo estudo indicava que os homens que padeciam daquela infeção enfrentavam maiores riscos de padecer daquele tipo de cancro.



O estudo da Universidade da Califórnia agora apresentado evidencia a mesma conclusão: os homens com tricomoníase estão mais vulneráveis.



Os cientistas verificaram que o parasita responsável pela infeção provoca uma inflamação, que por sua vez leva ao desenvolvimento de células cancerosas na próstata.



O cancro de próstata é mais comum em homens com mais de 70 anos e é possível que haja algum risco genético, já que a doença pode ocorrer em famílias.



Em Portugal, o cancro da próstata é o tipo de cancro mais frequente no homem - existem aproximadamente 4.000 casos novos por ano.



Por SAPO Saúde
artigo do parceiro: Nuno Noronha

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