Dupla mastectomia prolonga sobrevivência de mulheres com cancro de mama hereditário

Cerca de 0,2% das mulheres têm duas mutações nos genes BRCA1 e BRCA2

12 de fevereiro de 2014 - 12h30

As mulheres com cancro de mama de origem hereditária têm mais hpóteses de sobreviver se forem submetidas a uma dupla mastectomia, confirma um estudo publicado esta quarta-feira.

Segundo os resultados da investigação, 87 em cada 100 mulheres que se submetem a uma dupla mastectomia imediatamente após a deteção precoce de um cancror de mama continuam vivas 20 anos depois.

No caso da retirada de apenas um seio, a proporção é de apenas 66 em cada 100, segundo os resultados do estudo de cientistas americanos e canadianos publicado pelo British Medical Journal (BMJ).

Cerca de 0,2% das mulheres têm duas mutações nos genes BRCA1 e BRCA2 que aumentam entre 60% e 70% as possibilidades de ter um cancro de mama e favorecem o aparecimento de um segundo tumor.

Estas mutações levam todos os anos milhares de mulheres a submeterem-se a mastectomias preventivas, como foi o caso no ano passado da atriz americana Angelina Jolie, que não tinha cancro quando foi operada.

"Chegamos à conclusão de que é razoável propor mastectomias bilaterais como tratamento inicial às mulheres com um cancro em estado precoce e que têm as mutações BRCA1 e BRCA2", escrevem os cientistas.

O estudo foi realizado entre 1975 e 2009 com 390 mulheres. Do total, 44 submeteram-se a uma dupla mastectomia imediatamente depois de terem um cancro diagnosticado e as outras 346 só retiraram um seio. Destas últimas, 137 tiveram de retirar o outro seio mais tarde.

SAPO Saúde com AFP

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artigo do parceiro: Nuno de Noronha

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