Doentes pós-AVC vão ser seguidos no Alentejo em projeto inovador

Um projeto inovador de acompanhamento dos doentes com alta hospitalar pós-AVC vai “nascer” no Alentejo, numa iniciativa do Hospital do Espírito Santo de Évora e do Agrupamento de Centros de Saúde do Alentejo Central.
créditos: ANTÓNIO COTRIM/LUSA

O projeto designa-se “Seguimento Integrado do Doente com AVC” e pretende otimizar a comunicação entre os Cuidados de Saúde Primários (CSP) e os hospitais para um melhor acompanhamento de todos os doentes com alta hospitalar após Acidente Vascular Cerebral (AVC).

A diretora executiva do Centros de Saúde do Alentejo Central (ACES) do Alentejo Central, Teresa Caldas, explicou hoje à agência Lusa que a iniciativa, “pioneira a nível nacional”, está em preparação e, “se tudo correr bem”, vai ser implementada “a partir de fevereiro” do próximo ano, numa primeira fase através de um projeto-piloto.

“Vamos arrancar com a Unidade de AVC do Hospital do Espírito Santo de Évora (HESE) e cinco unidades do nosso lado”, disse, referindo-se às Unidades de Saúde Familiar Lusitânia (Évora) e REMO (Reguengos de Monsaraz e Mourão) e às Unidades de Cuidados de Saúde Personalizados de Estremoz, Mora e Vendas Novas.

A ideia, segundo Teresa Caldas, “é muito simples, mas pode fazer a diferença para o doente”, que “passa a ir aos sítios certos na altura certa”, permitindo atingir um dos objetivos principais do projeto que é “diminuir a recorrência por AVC”.

A diretora do ACES explicou que, no Alentejo, “a hipertensão, a diabetes e a obesidade têm uma expressão muito forte” e existem “taxas muito altas de AVC e muitos internamentos” devido a este problema “no Hospital de Évora”.

“E percebemos que, quando tinham alta do hospital, perdíamos os doentes nesta passagem, ou seja, não havia uma comunicação eficaz entre uns cuidados e outros”, disse.

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