Discriminação dos infetados com vírus da Sida está a aumentar

O Centro Anti Discriminação VIH/Sida recebeu, nos dez primeiros meses do ano, 42 queixas de pessoas infetadas com VIH que se sentiram discriminadas, um número que aumentou significativamente desde 2012.

Dados divulgados esta quarta-feira, pelo centro, referem que o número de queixas “tem aumentado, significativamente, desde o segundo semestre de 2012, quando se registaram dez queixas”.

No primeiro semestre de 2014, foram registadas 25 e, no segundo semestre, até novembro, foram reportados 17 casos.

Segundo os dados, uma em cada quatro pessoas infetadas com o VIH diz ter sido discriminada no acesso a cuidados de saúde, o que originou o maior número de queixas (25,85%).

As queixas relacionadas com o meio laboral surgem em segundo lugar, representando 20,41% das situações, seguindo-se a "devassa da vida privada" (15,65%).

Os dados referem ainda que 13,61% dos casos reportados ao centro se devem a situações com seguradoras, 4,8% a "quebra de confidencialidade", 3,40% a situações relacionadas com o ensino, 3,40%, com o apoio social, e 2,72%, com a justiça.

Criado em janeiro de 2010, pela SER+, Associação Portuguesa para a Prevenção e Desafio à Sida, e pelo Grupo Português de Ativistas sobre Tratamentos de VIH/SIDA (GAT), o CAD dirige-se “às pessoas que vivem ou são afetadas pelo VIH, sujeitas a estigma e discriminação associadas à infeção”, mas também aos profissionais e trabalhadores nas áreas da saúde, educação e serviços sociais, a voluntários, colaboradores e trabalhadores de organizações não-governamentais.

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