Dieta mediterrânica pode reduzir risco de depressão entre 40 a 50 por cento

A investigação foi divulgada num artigo com o título “Dieta, uma nova forma de prevenir a depressão”

24 de setembro de 2013 - 13h05

A dieta mediterrânica não só protege das doenças cardiovasculares, como pode reduzir o risco de depressão entre 40 a 50 por cento, indica um estudo publicado na revista BMC Medicine.

A investigação, divulgada num artigo com o título “Dieta, uma nova forma de prevenir a depressão”, foi dirigida pelo médico Miguel Ángel Martínez-González, membro da Sociedade Espanhola para o Estudo da Obesidade (SEEDO), informou a organização em comunicado.

Segundo Miguel Ángel Martínez-González, “a dieta mediterrânica pode ter um papel decisivo na prevenção da depressão” o que “abre um caminho importante em termos de conhecimento para antecipar aquele grave problema de saúde pública”.

A SEEDO assinala que a obesidade tem uma “relação perigosa” com a depressão, estando demonstrado que o excesso de peso está associado a um maior risco de quadros depressivos e estes, por seu turno, levam a uma maior probabilidade de desenvolver obesidade.

O risco de ter depressão é 55 por cento maior nos obesos, enquanto o risco de obesidade aumenta 58 por cento entre os que sofrem de depressão.

Nesse sentido, a sociedade científica destaca o papel chave da nutrição na prevenção primária da depressão e defende a dieta mediterrânica como a mais recomendável, segundo a agência noticiosa espanhola EFE.

Enquanto o consumo de ácidos trans, de comida rápida e dos produtos industriais de padaria estão associados a um maior risco de depressão, o consumo de ácidos gordos ómega-3 (presente em determinados peixes) e o azeite mostram uma associação inversa.

Consumir estes últimos produtos tem influência na estrutura das membranas das células nervosas e melhora o funcionamento da serotonina, um neurotransmissor envolvido na depressão, explicou o investigador.

Dos 10.000 participantes na investigação, entre os que mais cumpriam o modelo alimentar tradicional do sul da Europa a incidência da depressão após quatro anos de seguimento era consideravelmente menor que nos restantes.

Lusa

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