Diabéticos têm duas vezes mais probabilidade de ter perda auditiva

Se for mulher, os estudos apresentam ainda um cenário mais negativo

13 de novembro de 2013 - 15h04

Segundo um estudo desenvolvido pelo National Institute of Health (NIH), do Reino Unido, os diabéticos apresentam duas vezes mais probabilidade de sofrer de perda auditiva do que indivíduos com níveis de glucose normais. E, se for mulher, os estudos apresentam ainda um cenário mais negativo.

De acordo com um estudo realizado pelo Henry Ford Hospital, em Detroit (EUA), os piores níveis de perda auditiva foram registados em mulheres que não controlavam corretamente os seus níveis de diabetes.

Os investigadores acreditam que a diabetes influencia negativamente devido, essencialmente, a três fatores distintos: os elevados níveis de glucose no sangue causam alterações químicas nos vasos sanguíneos e nervos do ouvido interno, afetando a capacidade de transmissão do som; a sensibilidade a determinados materiais utilizados na produção de aparelhos auditivos é alterada pela diabetes, levando ao desenvolvimento de infeções no canal auditivo; e, por último mas igualmente preocupante, a diabetes provoca o estreitamento das paredes da cóclea e a perda de células capilares no ouvido interno, essenciais para a audição e equilíbrio.

“São cada vez mais os fatores que tem um impacto negativo na saúde da nossa audição, tais como o ruído, a o avançar da idade e agora também problemas de saúde como a diabetes. O facto de 10% da população nacional sofrer desta doença faz com que seja essencial e cada vez mais premente apostar na prevenção como garantia de saúde e qualidade de vida. Por isso, é essencial cuidar de todos os aspetos da saúde, incluindo a saúde auditiva ”, comenta Pedro Paiva, audiologista da MiniSom.

Para quem sofre de diabetes, os testes periódicos de despiste de problemas de visão, insuficiência renal e cuidados com os pés são já uma rotina. Esta investigação revelou que confirmou que é também é uma boa ideia fazer um rastreio auditivo para avaliar o estado da sua audição.

SAPO Saúde

artigo do parceiro: Nuno Noronha

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