Diabetes rouba em média sete anos de vida

Diabetes atinge mais de 371 milhões de pessoas em todo o mundo

19 de fevereiro de 2013 – 09h59



Há mais de um milhão de diabéticos em Portugal e um novo indicador disponibilizado por um relatório do Observatório Nacional da Diabetes aponta para uma perda média de sete anos de vida por cada morte provocada pela doença em pessoas com idade inferior a 70 anos.



Apesar destes dados, há sinais de que o sistema nacional de saúde tem obtido uma evolução positiva no que se refere à redução das amputações e à melhoria dos registos nos cuidados primários, indica o relatório Factos e Números daquela organização.



Estima-se que haja um milhão de pessoas com Diabetes em Portugal, mas 44% dessas pessoas ainda não sabe.



Em 2011 foram detetados 652 novos casos da doença por cada 100 mil habitantes, mas no mesmo ano registou-se a maior queda do número de amputações dos últimos 10 anos (-11%).



De acordo com o Observatório Nacional da Diabetes, em dez anos o número de novos casos aumentou quase o dobro – em 2000 foram 377 por cada 100 mil indivíduos e, em 2011, registaram-se 652 novos casos.



Em 2011 registaram-se mais de 3.000 casos de Diabetes Tipo 1 em jovens até aos 19 anos. Foram detetados 16,3 novos casos de Diabetes tipo 1 por cada 100 mil jovens com idades até aos 14 anos, valor superior ao registado em 2002.



A Diabetes atinge mais de 371 milhões de pessoas em todo o mundo, correspondendo a 8,3% da população mundial e continua a aumentar em todos os países. Em 50% destas pessoas a doença não foi ainda diagnosticada.



A Diabetes é uma doença crónica que tem graves implicações a nível cardiovascular e é a principal causa de insuficiência renal, de amputação e cegueira. Esta doença é já a quarta principal causa de morte na maior parte dos países desenvolvidos e, segundo a Organização Mundial de Saúde, a cada 10 segundos morre uma pessoa vítima da doença.



Estima-se que em 2030 o número de pessoas com Diabetes atinja os 552 milhões. Portugal posiciona-se entre os países Europeus que registam as taxas mais elevadas de prevalência da doença.



SAPO Saúde

artigo do parceiro: Nuno Noronha

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