DGS investiga controlo de bactérias multirresistentes no Hospital Garcia de Orta

A Direção-geral da Saúde está a fazer uma avaliação no Hospital Garcia de Orta aos procedimentos de prevenção e controlo de infeção, segundo o próprio Conselho de Administração da unidade hospitalar.
créditos: MÁRIO CRUZ/LUSA

Na sequência de uma notícia que refere que aquele hospital não isola doentes com bactérias multirresistentes, a administração do Garcia de Orta adiantou, em comunicado, que a Direção-geral da Saúde está a “proceder a uma avaliação in loco”.

O Hospital sublinha, contudo, que que “todos os procedimentos de prevenção e controlo de infeção estão a ser cumpridos na instituição”. Em declarações aos jornalistas no Hospital de Cascais, o ministro da Saúde disse hoje que tinha pedido à DGS para averiguar a situação e que espera ter o relatório desta averiguação até ao final do dia.

O jornal ‘i’ refere hoje que, no Hospital Garcia de Orta (Almada), os doentes infetados com bactérias multirresistentes como a E-coli e a Klebsiela “estão misturados nas mesmas salas com os doentes que não estão infetados e inclusivamente com pacientes que foram submetidos a cirurgias”. “O Conselho de Administração deste Hospital vem esclarecer que todos procedimentos de prevenção e controlo de infeção estão a ser cumpridos na instituição de acordo com as normas nacionais e internacionais”, refere o comunicado divulgado pela unidade hospitalar na sequência da notícia do ‘i’.

A nota acrescenta que “a Direção Geral da Saúde (DGS) já está a proceder a uma avaliação in loco no Hospital sobre esta situação”. “A partir de agora, esperamos as conclusões da mesma antes de voltarmos a fazer qualquer outro tipo de esclarecimento. Aguardamos, pois, os resultados para cabal esclarecimento da situação”, refere o comunicado. A administração argumenta que, perante casos concretos, faz uma “análise cuidada” e decide se “devem ser sujeitos a isolamento físico ou de contacto”: “Reafirma-se que, caso a caso, são cumpridas as normas de prevenção e controlo de infeção, quer por profissionais, quer por utentes (familiares e visitas)”.

“Em nenhum caso, por incúria, é posta em risco a segurança quer de profissionais, quer de familiares ou visitantes”, frisa a administração do Garcia de Orta, que nega a ideia de colocar doentes recém-operados em enfermaria onde tenham sido detestados ou colocados doentes infecionados.

O hospital garante ainda que cumpre medidas de limpeza e desinfeção e que os equipamentos de proteção especial são “disponibilizados a todos”, sendo explicada a sua forma de utilização.

artigo do parceiro: Nuno Noronha

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