Dez mulheres mortas e dezenas hospitalizadas após esterilização em massa na Índia

Dez mulheres morreram e dezenas de outras estão hospitalizadas na Índia na sequência de um programa de esterilização em massa, organizado no sábado por um Estado do centro do país.

A esterilização é o método mais divulgado de planeamento familiar na Índia e vários Estados organizam programas daquele tipo, criticados por organizações não-governamentais, que consideram que as mulheres não são corretamente informadas dos riscos.

Cerca de 60 mulheres registam complicações devido à cirurgia, das quais 24 estão em estado grave, indicaram hoje as autoridades do Estado de Chhattisgarh.

As causas das mortes ainda não são conhecidas, mas médicos do Estado interrogados pela agência France Presse questionaram o papel dos medicamentos que foram dados às mulheres depois da operação.

As mulheres foram submetidas a uma esterilização laparoscópica, um processo pouco invasivo. A intervenção visa bloquear as trompas de Falópio e é realizada geralmente sob anestesia geral.

Governo está a averiguar o caso

O governo estatal abriu um inquérito e habitantes de Bilaspur, distrito onde se realizou a operação, saíram para as ruas em protesto, pedindo sanções contra os médicos.

O chefe do executivo de Chhattisgarh, Raman Singh, determinou a suspensão de quatro responsáveis do setor da saúde e a polícia apresentou uma queixa contra o cirurgião que realizou as operações.

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