Despesa com medicamentos cresce nos hospitais e desce nas farmácias

Apesar deste aumento, os utentes gastaram menos 36,6 milhões de euros na farmácia

4 de julho de 2013 - 15h01

A despesa com medicamentos nos hospitais públicos continua a crescer, atingido os 435,6 milhões de euros nos primeiros cinco meses do ano, enquanto nas farmácias continua a descer, segundo dados divulgados hoje pelo Infarmed.

O relatório refere-se aos 47 hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) com gestão pública, onde a despesa com medicamentos aumentou 0,6 por cento até maio.

Os hospitais que mais contribuíram para o aumento observado foram o Centro Hospitalar do Porto, o Centro Hospitalar de São João, o Centro Hospitalar de Lisboa Norte e o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra.

Estes indicadores apuraram que cerca de um terço (16) das 47 unidades do SNS foram responsáveis por 80 por cento da despesa com medicamentos.

A despesa em ambulatório - consulta externa, hospital de dia e cirurgia de ambulatório – atingiu os 331,6 milhões de euros, ou seja, 76,1% da despesa total.

Segundo a Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed), “o elevado peso do ambulatório hospitalar deve-se essencialmente à despesa com medicamentos cedidos nos serviços farmacêuticos (45,9%), entre os quais se destacam os medicamentos para o VIH, a artrite reumatoide e outras patologias como a esclerose múltipla.

No mercado ambulatório, e no que diz respeito ao mesmo período em analise, registou-se um aumento do volume de vendas, com mais 3,5 milhões de embalagens consumidas.

Apesar deste aumento, os utentes gastaram menos 36,6 milhões de euros na farmácia.

Em relação aos encargos do SNS com os medicamentos vendidos nas farmácias, estes desceram dez por cento, o que representa uma poupança de 41 milhões de euros.

Lusa

artigo do parceiro: Nuno Noronha

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