Desemprego pode aumentar em um terço o risco de problemas psicológicos

Homens entre 15 e 29 anos e idosos, com mais de 64, são os setores da população mais vulneráveis
28 de outubro de 2013 - 15h52



Os desempregados têm 34% de possibilidades de sofrer problemas psicológicos, incluindo depressão e ansiedade, propensão que é mais do dobro da que afeta a população com trabalho, segundo especialistas que hoje debatem "Crise económica e saúde mental", em Madrid.



Homens entre os 15 e os 29 anos e idosos, com mais de 64, são os setores da população mais vulneráveis às doenças mentais, que em parte se agravam devido à crise económica, de acordo especialistas de serviços de psiquiatria.



Estes são alguns dos dados analisados na jornada "Crise económica e saúde mental", que decorre hoje na Faculdade de Medicina da Universidade Autónoma de Madrid (UAM), onde se debate, entre outras questões, fatores de risco derivados da crise económica que afetam de forma direta a taxa de suicídios.



Enrique Baca, chefe do serviço de psiquiatria da Fundação Jiménez Díaz, na capital espanhola, explicou que "muitas componentes" da atual situação económica "afetam diretamente os determinantes da saúde" dos espanhóis.



Destaca-se em particular o desemprego, um dos "maiores dramas de risco", com "efeitos negativos" sobre a saúde.



“O desemprego afeta o bem-estar e a autoestima e tem uma relação direta com doenças como a depressão e a ansiedade”, disse o chefe do serviço da instituição madrilena, considerando que o efeito do desemprego sobre a saúde mental é maior quanto mais longo é o período de desemprego e quanto menores são os sistemas "de proteção social".



Baca também se referiu aos suicídios provocados por situações de despejo, afirmando que, apesar da sua relevância mediática, em 2012 se registaram apenas uma dúzia destes casos, num total de cerca de quatro mil suicídios em todo o país.



Por sua vez, Víctor Pérez, médico especialista em psiquiatria do hospital do Mar de Barcelona e membro da Universidade Autónoma de Barcelona, destacou o aumento dos que ocorrem a especialistas em doenças mentais e que destacam a crise económica como um dos motivos dos seus problemas psicológicos.



Lusa

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