Descriminalização de drogas injetáveis é fundamental para acabar com VIH/SIDA

"Reforma da política de drogas não deve ser vista de forma isolada", defendem investigadores
22 de julho de 2014 - 10h56



Delegados da conferência internacional sobre sida que decorre em Melbourne defenderam hoje que a descriminalização do uso de drogas injetáveis é uma medida fundamental para acabar com a transmissão do VIH em todo o mundo.



Uma das principais sessões de hoje da conferência discutiu o impacto das políticas de droga nas pessoas que consomem drogas injetáveis, a propagação do VIH e doenças associadas como a tuberculose e a hepatite.



Segundo os delegados, “a guerra global contra as drogas fracassou”, especialmente no que respeita ao VIH, defendendo que é o momento de substituir a criminalização e a punição de quem usa drogas por tratamentos e cuidados de saúde.



“A reforma da política de drogas não deve ser vista de forma isolada”, declarou o Comissário Global contra as drogas, o empresário britânico e fundador do grupo Virgin, Richard Branson, segundo um comunicado divulgado no site da conferência internacional.



“Globalmente, estamos a usar muito dinheiro e demasiados recursos preciosos na prisão quando devíamos estar a usar dinheiro na educação, treino vocacional e, no caso de quem usa drogas, no tratamento e cuidados adequados”, referiu.



A Conferência Internacional sobre sida arrancou sábado na Austrália ensombrada com a morte de alguns delegados à reunião, que viajavam no Boeing-777 da Malaysia Airlines que caiu quinta-feira no leste da Ucrânia.



Os organizadores do encontro expressaram profunda tristeza pela perda dos delegados que viajavam no voo MH17, que fazia a ligação entre Amesterdão e Kuala Lumpur com 298 pessoas a bordo.



Por Lusa
artigo do parceiro: Nuno Noronha

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