Descoberto novo biomarcador que pode orientar diagnóstico precoce do cancro do pulmão

Proteína C4d aumenta nos pacientes com este tipo de cancro
24 de setembro de 2013 - 16h28



Cientistas do Centro de Investigação Médica Aplicada (CIMA) e da Clínica Universidade de Navarro descreveram um biomarcador que poderá orientar o diagnóstico precoce e o prognóstico do cancro do pulmão, informou o Centro em comunicado.



Até agora sabia-se que um componente da imunidade inata, o sistema de complemento, está ativado nas células tumorais do pulmão e promove a progressão da doença, mas não se conheciam os mecanismos nem as proteínas criadas após a ativação.



A investigação permitiu ver que “uma proteína daquele sistema, denominada C4d, está aumentada nos pacientes com cancro do pulmão”, disse Daniel Ajona, principal autor do trabalho, citado pela agência noticiosa espanhola EFE.



O estudo demonstra que “a presença de C4d está associada a uma maior mortalidade e que os seus níveis se reduzem após a extração cirúrgica do tumor”.



Além disso, “esta proteína aumenta o risco de existência da doença em pessoas assintomáticas, pelo que se pode tornar um biomarcador para detetar e tratar precocemente o cancro do pulmão”, adiantou Ajona.



No trabalho, cujos resultados foram publicados na revista “Journal of the National Cancer Institute”, participaram também cientistas do Centro Médico Universitário Vanderbilt (Estados Unidos) e do Hospital Geral Universitário de Valência.



O cancro do pulmão é a primeira causa de morte por cancro em todo o mundo, segundo dados fornecidos pelo CIMA, que indicou que os números podem diminuir com a redução do consumo de tabaco e a deteção precoce através de técnicas de imagem, como a tomografia axial computadorizada (TAC).



Ajona disse que o uso de biomarcadores “pode servir para identificar a população com maior risco de sofrer da doença (suscetível de realizar um TAC), confirmar a presença de células tumorais ou fornecer mais informação sobre o prognóstico da doença para se escolher o tratamento mais adequado”.



Lusa
artigo do parceiro: Nuno Noronha

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