Demência continua a ser desvalorizada nos idosos

Apesar de muito frequentes, os problemas de saúde mental nos idosos não são muitas vezes identificados, sendo atribuídos ao natural envelhecimento. No âmbito das comemorações do Dia Internacional do Idoso, que se celebra a 1 de outubro, a Unidade de Psiquiatria e Psicologia do Hospital Lusíadas Lisboa fala sobre os sinais de demência no idoso.
créditos: EPD

"A prevalência das demências aumenta significativamente com a idade, sobretudo a partir dos 65-70 anos. Com o aumento da esperança média de vida, é de esperar que o número de pessoas com demência aumente significativamente nos próximos anos", revela Ana Peixinho, coordenadora da Unidade de Psiquiatria e Psicologia do Hospital Lusíadas Lisboa.

"As formas mais comuns incluem a doença de Alzheimer, demência vascular e demência de corpos de Lewy. As clássicas formas de apresentação, sobretudo da doença de alzheimer, incluem sintomas cognitivos, como alterações de memória, alterações da capacidade de executar tarefas, alterações em reconhecer pessoas e objetos, entre outras", explica a especialista.

E acrescenta: "frequentemente as demências apresentam-se também com sintomas comportamentais e psicológicos, como apatia, agitação, alterações de sono ou depressão, sinais para os quais é importante estar atento e que são habitualmente associados ao processo normal do envelhecimento".

153 mil pessoas com demência em Portugal

Estima-se que, em Portugal, existam cerca de 153 mil pessoas com demência, termo utilizado para descrever os sintomas associados a determinadas doenças que provocam a deterioração das funções, tais como a perda de memória, capacidade intelectual, raciocínio, competências sociais e alterações nas reações emocionais.

artigo do parceiro: Nuno Noronha

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