Curso em Coimbra pretende formar militares na prestação de primeiros socorros

O objetivo da formação é criar os primeiros instrutores em Portugal para depois massificar o curso
27 de agosto de 2014 - 13h31



A Associação Emergência XXI vai realizar no sábado e no domingo, em Coimbra, o primeiro curso de prestação de cuidados de saúde em cenários de combate destinado a forças de segurança e militares nacionais.



"As forças de segurança, de operações especiais e forças armadas estão vocacionadas para uma função específica de combate e de segurança e a questão de saúde tem ficado para trás", contou Rodrigo Catarino, coordenador do curso, sublinhando que esta iniciativa permite que um militar possa "efetuar algumas intervenções que podem salvar a vida de operacionais feridos em combate".



O curso, que na primeira edição conta com dois especialistas americanos associados à medicina militar, terá 16 horas de formação, distribuídos por dois dias, e vai decorrer no Hospital Militar Regional de Coimbra.



Na primeira edição, a associação convidou operacionais de forças como a Polícia de Segurança Pública, Comandos e Fuzileiros, procurando no futuro "estabelecer protocolos de cooperação e formação nesta área específica".



"O objetivo da formação é criar os primeiros instrutores em Portugal para depois massificar o curso no país", referiu o coordenador, explicando que em Portugal havia uma lacuna neste tipo de formação.



Na intervenção, procura-se "tratar a vítima, prevenir a existência de mais vítimas e cumprir a missão", sem nunca "descurar a tática da operação", disse à agência Lusa Rodrigo Catarino.



Os participantes são preparados para três fases distintas: "os cuidados sob fogo, em que as intervenções são limitadas, o socorro em campo tático, em que não há o perigo iminente de serem atingidos, efetuando uma abordagem mais exaustiva, e a evacuação tática em que se podem acrescentar mais intervenções durante o transporte do ferido", explanou.



Segundo o responsável, o projeto pretende que os operacionais possam atuar nas "principais causas de morte evitáveis", sendo elas as "hemorragias exsanguinantes, pneumotórax hipertensivo e obstrução da via aérea".



A associação sem fins lucrativos já desenvolve o curso de Apoio Pré-hospitalar ao Traumatizado (PHTLS), que é realizado "na mesma ótica, mas de âmbito civil", explicou.



O início do curso vai contar com a presença do diretor dos serviços de saúde do Exército, Esmeraldo Alfarroba.



Por Lusa
artigo do parceiro: Nuno Noronha

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