Cuidados intensivos reforçados em Bragança

O hospital de Bragança, o maior do Nordeste Transmontano, tem desde hoje uma nova unidade de cuidados intensivos com quase o dobro de camas e um reforço de profissionais, resultado de um investimento de meio milhão de euros.
créditos: LUSA

O serviço, que até agora estava integrado na urgência médico-cirúrgica, passa a funcionar de forma autónoma com um aumento de seis para dez camas, cinco médicos e à espera de mais um em formação, 26 enfermeiros, mais 11 do que os atuais, e o dobro de assistentes operacionais (dez).

A nova unidade de cuidados intensivos, a única unidade do género para os cerca de 140 mil utentes do distrito de Bragança servidos pela ULS do Nordeste, reserva também uma “sala da família”, destinada ao apoio àqueles que estão junto dos doentes, como foi avançado na cerimónia de inauguração que decorreu hoje no hospital de Bragança.

O presidente do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde (ULS) do Nordeste, António Marcôa, lembrou o percurso que tem sido feito nesta área na região, desde a criação da primeira Unidade de Cuidados Intensivos, no hospital de Bragança, em 2001, com apenas três camas.

O número de camas foi crescendo, assim como, segundo o responsável, o número de doentes que recebem cuidados de Medicina Intensiva, “situando-se atualmente numa média de mais de 200 por ano”.

O Serviço de Medicina Intensiva recebe adultos referenciados da Sala de Emergência, das Vias Verdes de Sépsis, AVC e Trauma, do Bloco Operatório, Serviços de Internamento Hospitalar, assim como de outras unidades da ULS ou do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

O secretário de Estado da Saúde, Manuel Teixeira, presidiu à cerimónia de inauguração elogiando o esforço que a ULS do Nordeste está a fazer na melhoria dos cuidados e condições aos utentes da região.

No que se refere à disponibilização de cuidados em Medicina Intensiva, Portugal encontra-se, ainda, de acordo com alguns relatórios internacionais, abaixo da média de outros países europeus”.

O Governo tem como meta aumentar, em cinco anos, para 820 o número de camas para cuidados intensivos, sendo que a dotação ideal, de acordo com os parâmetros internacionais é de aproximadamente dez camas por 100 mil habitantes.

artigo do parceiro: Nuno Noronha

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