Cuidados Continuados lotados e com lista de espera em Bragança

A Unidade de Cuidados Continuados de Bragança, em funcionamento há menos de meio ano, está lotada com as 40 camas disponíveis ocupadas e já tem lista de espera.
créditos: LUSA

Esta unidade é a mais recente e maior do distrito de Bragança e até à abertura, em setembro, não existia resposta na capital de distrito para doentes com alta hospitalar mas ainda a necessitarem de cuidados.

A nova unidade da Santa Casa da Misericórdia de Bragança presta cuidados continuados de média e longa duração e “conta já com lista de espera para ambas as tipologias”, de acordo com a diretora técnica, Susete Abrunhosa.

Os primeiro meses de funcionamento permitiram, segundo a responsável, “fazer o perfil dos doentes internado”, sendo que “98 por cento têm idade superior a 65 anos e a doença que mais internamentos regista é o AVC (Acidente Vascular Cerebral) seguida de patologias relacionadas com o aparelho cardiovascular e das quedas”.

A maior parte dos utentes, 53%, são mulheres, maioritariamente oriundas dos concelhos de Bragança e Vinhais.

Esta Unidade faz parte da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI) e tem capacidade para 60 camas, mas só 40 estão protocoladas com o Ministério da Saúde, 15 na tipologia de média duração e reabilitação e 25 na longa duração e manutenção.

A Santa Casa da Misericórdia de Bragança pretende utilizar as restantes 20 para criar uma nova valência destinada a demências.

“Prevemos fazer um protocolo com a Segurança Social na área da saúde mental, dado que há uma grande lacuna nessa área no distrito. Além disso temos profissionais de saúde e técnicos capacitados para trabalhar nessa área”, avançou o provedor, Eleutério Alves.

O Nordeste Transmontano dispõe, além da de Bragança, de unidades integradas na rede nacional de cuidados continuados em Mirandela, Vimioso, Torre de Moncorvo, Freixo de Espada à Cinta, Mogadouro, Vila Flor, Miranda do Douro e Macedo de Cavaleiros.

Entre os 12 concelhos do distrito de Bragança apenas os de Vinhais, Alfândega da Fé e Carrazeda de Ansiães não têm esta valência.

Os doentes são referenciados a nível hospitalar para qualquer unidade da rede nacional, conforme as vagas existentes.

artigo do parceiro: Nuno Noronha

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