Cuidados continuados de Darque volta a receber utentes um ano depois

Acordo garante a comparticipação pública para 16 camas de internamento de longa duração
30 de agosto de 2013 - 15h01



A unidade de cuidados continuados de Darque, Viana do Castelo, pronta há mais de um ano, vai começar a receber os primeiros utentes no âmbito do acordo assinado hoje com o Estado, garantindo as primeiras 16 camas.



Trata-se de um equipamento construído pelo Centro Paroquial de Promoção Social e Cultural de Darque, ligado à Igreja Católica, que custou mais de 1,5 milhões de euros, dos quais cerca de 800 mil euros foram suportados pela instituição através de verbas próprias e com donativos da população.



No entanto, face à falta de dotação financeira dos ministérios da Saúde e da Solidariedade Social para contratar as camas, aquela unidade de cuidados continuados de média e longa duração, totalmente concluída e com os profissionais recrutados, estava fechada desde julho de 2012.



A abertura, com os primeiros utentes, esperados já a partir de terça-feira, segundo a direção técnica, acontece depois de assinado hoje o acordo entre a direção, a Administração Regional de Saúde do Norte e o Instituto da Segurança Social, o que garante a comparticipação pública para 16 camas de internamento de longa duração, ficando a unidade inserida na Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados.



"O problema é que temos 32 camas e este acordo não chega para garantir a sustentabilidade da unidade", admitiu o pároco Manuel Fraga, presidente da direção do centro, sublinhando igualmente o "esforço titânico" que foi necessário para manter o projeto até hoje.



O secretário de Estado Adjunto do ministro da Saúde, presente na assinatura deste acordo, justificou o atraso na abertura deste equipamento com os constrangimentos financeiros do Estado, sublinhando que o entendimento com esta instituição de Darque é o primeiro do género em todo o distrito de Viana do Castelo.



"Entendemos as dificuldades, mas está bem melhor do que muitas outras, em que não foi possível contratar cama nenhuma. Mas tentaremos, tão cedo quanto possível, abrir aquelas camas que garantam a sustentabilidade", admitiu Fernando Leal da Costa.



O responsável acrescentou que a prioridade será transferir para a unidade de Darque, que vai operar com cerca de 20 profissionais de várias áreas, os utentes que necessitem de cuidados continuados residentes na zona, atualmente dispersos por outras valências e a vários quilómetros de distância.



Esta unidade de cuidados continuados integra um projeto mais alargado daquele centro e no qual foram investidos 3,8 milhões de euros - 2,3 milhões provenientes de fundos comunitários -, para instalar outras valências de apoio social como um lar de idosos, apoio domiciliário, centro de dia, creche e ATL (atividades de tempos livres).



Lusa


artigo do parceiro: Nuno Noronha

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