Cruz Vermelha Portuguesa: 80% dos utilizadores do serviço de teleassistência são idosos

Cerca de 80 por cento dos utilizadores do serviço de teleassitência da Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) são idosos que muitas vezes utilizam a linha telefónica da CVP para combater a solidão.

Segundo uma comunicado da CVP, a plataforma de comunicação telefónica tem como objetivo apoiar os subscritores na área da saúde, segurança ou para combater a solidão.

O serviço "tem vindo a crescer, verificando-se uma grande adesão por parte da terceira idade. Mais do que a saúde e a segurança do utente é a solidão que constitui o principal motivo para a subscrição do serviço", indica a CVP.

Disponível desde 2008, o serviço de teleassistência recebe cerca de 10.000 chamadas telefónicas por ano, permitindo acompanhar regularmente a vida de muitos idosos, monitorizando o seu estado de saúde, segurança e solidão.

A CVP revela que a subscrição é feita maioritariamente por amigos e familiares dos idosos que assim pretendem assegurar o seu acompanhamento, via telefone.

O serviço pretende dar resposta em situações de urgência/emergência, segurança e solidão, e o atendimento é feito por profissionais com formação na área social, em socorrismo, emergência, gerontologia, informática e no contacto directo com dependentes.

Esta ferramenta destina-se a todos aqueles que estão em situação de dependência (por velhice, doença, incapacidade ou isolamento) e para pessoas plenamente autónomas, mas que desejam sentir-se protegidas ou, simplesmente, querem combater a solidão.

"A solidão é sem duvida um dos maiores problemas dos nossos idosos. Ainda que com maior incidência nos centros urbanos, é normal encontrarmos idosos que, pelas mais diversas circunstâncias, se encontram sozinhos e numa situação de total fragilidade", disse Ana Margarida Soares, responsável pelo serviço.

Em seu entender, "a teleassistencia torna-se por vezes a única presença na vida de quem se encontra só. Mais do que uma ferramenta de socorrismo, a teleassistencia da CVP acaba por ser uma forma de assegurar o bem estar emocional dos utentes.

6 de fevereiro de 2012

@Lusa

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