Cruz Vermelha critica preparação da Europa para enfrentar mudanças climáticas

Nos últimos 20 anos, as catástrofes mataram 1,3 milhões de pessoas
23 de setembro de 2014 - 11h11



A Cruz Vermelha Internacional e Comissão Europeia aconselharam hoje os responsáveis políticos europeus a estarem “melhor preparados” para enfrentar as mudanças climáticas extremas que estão a aumentar com frequência, gravidade e magnitude em todo o mundo.



O alerta foi hoje pelas duas instituições que lançaram uma campanha na segunda-feira sobre a importância de preparação dos cidadãos europeus e não só para desastres climáticos, visando fortalecer a resiliência e recuperação da comunidade.



"Desastres custam vidas e arruínam o futuro, muitas vezes tornando a situação das pessoas pobres ainda pior", disse a Comissária Europeia responsável pela Cooperação Internacional, Ajuda Humanitária e Resposta a Situações de Crise, Kristalina Georgieva.



A responsável lembrou que "graças à solidariedade dos cidadãos europeus”, as duas entidades apoiam as pessoas e as comunidades a se prepararem e adaptar antes, durante e depois de desastres, para que possam proteger suas próprias vidas.



“A preparação salva vidas, mas há também uma questão economicamente inteligente: cada euro investido em medidas para reduzir o risco de desastres é um retorno de quatro a sete vezes”, considerou.



Nos últimos 20 anos, as catástrofes mataram 1,3 milhões de pessoas e causaram perdas económicas avaliadas em 4, 4 mil milhões de euros.



Em 2030, o custo económico anual de desastres é estimado em 328 mil milhões de dólares.



Durante 42 dias, a Cruz Vermelha e da Comissão Europeia vão levar a cabo uma campanha contra os desastres naturais, que irá estender-se às redes sociais.



Por Lusa
artigo do parceiro: Nuno Noronha

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