Crise pode levar a retrocesso transitório na segurança alimentar portuguesa, indica FAO

Dia Mundial da Alimentação assinala-se na quarta-feira
15 de outubro de 2013 - 15h58
O representante da FAO em Lisboa admitiu hoje que a crise poderá representar um retrocesso na segurança alimentar em Portugal, o que preocupa a organização, mas mostrou-se confiante de que será "uma situação transitória".
"É verdade, [em Portugal pode haver] um 'retrocesso', mas acredito que é uma situação transitória", disse Hélder Muteira, representante em Lisboa da agência das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em entrevista à agência Lusa.
Na véspera do Dia Mundial da Alimentação, que se assinala na quarta-feira, Muteia sublinhou que os casos de fome em Portugal devem ser analisados dentro do contexto de um país desenvolvido.
"Naturalmente, com o aumento das pessoas desempregadas, o número de pessoas vulneráveis cresce, mas também se pode ver, pelos resultados no terreno, que as redes sociais funcionam", disse o responsável.
Hélder Muteia reconheceu que a situação de Portugal preocupa a FAO, como preocupam "a Grécia, parte da Itália e da Espanha, mas são situações que facilmente podem entrar nos carris".
"Portugal tem uma plataforma económica e social capaz de rapidamente colmatar e fazer frente" aos desafios, afirmou.
O moçambicano Hélder Muteia é o primeiro representante da FAO em Portugal e junto da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), tendo com o país uma relação de troca de informação e cooperação para a assistência aos países mais carenciados.
SAPO Saúde com Lusa
artigo do parceiro: Nuno de Noronha

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