Crise em Angola dificulta combate à doença do sono

O Instituto de Combate e Controlo da Tripanossomíase (ICCT) já registou este ano 22 novos casos da doença do sono, mas por dificuldades financeiras que Angola enfrenta está sem verbas para realizar campanhas de vigilância.

A preocupação foi manifestada pelo diretor-geral do ICCT, Josenando Teófilo, que na semana passada recebeu por Angola um certificado pela contribuição do país na execução da campanha pan-africana para erradicar a tripanossomíase.

A cerimónia de certificação aconteceu durante a 33.ª Conferência do Conselho Científico Internacional para a Tripanossomíase, realizada no Chade, entre 14 e 18 deste mês.

Segundo o responsável, citado hoje pela agência noticiosa angolana, Angop, Angola apresentou os dados sobre a situação da tripanossomíase humana africana e tripanossomíase animal no país nos últimos anos.

Josenando Teófilo disse que entre 2013 e 2014 foram examinadas 253.969 pessoas, das quais 165.907 em campanhas de prospeção ativa, tendo sido diagnosticados 104 casos positivos.

Tendência de aumento

De acordo com as estatísticas do instituto, em 2013 foram diagnosticados 69 casos e em 2014 foram registados 35, enquanto este ano foram já notificadas 22 pessoas infetadas.

Para o responsável, os números registados nos oito meses do ano em curso representam preocupação, comparativamente aos 35 registados em 2014, já que evidenciam uma tendência de aumento.

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