Concentração normal de algas e microrganismos nas praias de Almada, Cascais e Oeiras

Garantia do Ministério da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território
19 de julho de 2013 - 11h20



A distribuição de espécies de fitoplâncton apresenta "concentrações normais" para a época do ano nas praias dos concelhos de Almada, Cascais e Oeiras, revelam análises realizadas pelo laboratório de referência da Agência Portuguesa do Ambiente (APA).



Uma informação do Ministério da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território (MAMAOT) hoje divulgada refere que o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) confirma a normalidade dos dados resultantes da análise das amostras de água recolhidas naquelas praias e salienta que "os valores encontrados se encontram abaixo de outros já verificados em anos anteriores".



O IPMA também realizou uma campanha de amostragem complementar para recolha de zooplâncton e fitoplâncton, desde a praia de Carcavelos até à Fonte da Telha, e os resultados obtidos "confirmaram os referidos anteriormente".



O MAMAOT aponta ainda dados das análises feitas ao abrigo da Diretiva da Qualidade das Águas Balneares, realizadas segunda e terça-feira, atestando que a qualidade da água se mantém com categoria "Bom".



No entanto, "estas novas diligências não permitem confirmar qualquer relação causal entre as espécies planctónicas identificadas e respetiva concentração, com os sintomas relatados por banhistas nos últimos dias", acrescenta.



A Autoridade Marítima decidiu levantar hoje as restrições a banhos nas praias da linha de Cascais e manter as da margem sul para crianças e idosos, apesar de não ter sido detetado nenhum caso de alergia na quinta-feira.



Em declarações à agência Lusa, o comandante Cruz Gomes, da Capitania de Lisboa, disse que o cenário hoje era diferente do de quinta-feira, dia em que apesar de não ter sido registado nenhum caso de alergia, tinham sido desaconselhados banhos em S. Pedro do Estoril, concelho de Cascais, e na margem sul, desde a Cova do Vapor até ao Cabo Espichel.



O secretário de Estado do Ambiente e do Ordenamento do Território, Paulo Lemos, promoveu na quinta-feira uma reunião com a APA, a Direção-Geral de Saúde, o Delegado de Saúde Regional de Lisboa e Vale do Tejo, a Capitania do Porto de Lisboa e o IPMA para acompanhar a situação.



Por precaução, a autoridade de saúde recomenda que, na margem sul do Tejo, entre São João da Caparica e o Cabo Espichel, sejam evitados banhos de mar, principalmente por adultos com maior sensibilidade alérgica e crianças.



Em caso de ida ao mar, os banhistas deverão posteriormente passar o corpo por água doce e devem ser seguidas as recomendações transmitidas pelos nadadores-salvadores.



A APA revelou na quinta-feira à noite que as autoridades registaram 165 queixas de irritação cutânea em pessoas que tomaram banho em praias da Costa de Caparica e da linha de Cascais desde o dia 10 de julho.



Lusa
artigo do parceiro: Nuno Noronha

Comentários