Comissão Europeia apoia 328 cientistas com 485 ME, entre os quais 5 portugueses

Bruxelas vai apoiar 328 cientistas com 485 milhões de euros para desenvolverem projetos de investigação, entre os quais cinco investigadores que desenvolvem os seus trabalhos em Portugal, anunciou a Comissão Europeia.
créditos: AFP/PASCAL LACHENAUD

Em Portugal, serão apoiados Nuno Alves e Ana Carvalho, ambos do Instituto de Biologia Molecular e Celular, Megan Carey, da Fundação Champalimaud, Raquel Oliveira, da Fundação Calouste Gulbenkian, e Ana Roque, da Faculdade de Ciências e Tecnologia, da Universidade Nova de Lisboa.

Esta última investigadora, segundo a informação disponibilizada pela Comissão Europeia, vai receber 1,5 milhões de euros para desenvolver sensores que identifiquem rapidamente infeções bacterianas, especialmente no caso de bactérias resistentes a antibióticos. Ao reduzir-se o tempo de deteção e identificação - que atualmente leva entre 24 e 36 horas, mas que pode chegar a mais de uma semana no caso tuberculose, segundo a informação hoje divulgada - o objetivo é salvar mais vidas, reduzir o uso de antibiótico caia e melhor controlar a propagação de infeções.

Em média, cada projeto de investigação a desenvolver-se em Portugal receberá 1,5 milhões de euros.

No total, as bolsas decididas pelo Conselho Europeu de Investigação são atribuídas a investigadores de 38 nacionalidades e de 180 instituições sediadas em Estados-membros ou países anunciados, sendo que a maioria dos projetos encontram-se na Alemanha (70) e no Reino Unido (55), assim como em França (43) e na Holanda (34).

Os investigadores são também de instituições de Áustria, Bélgica, República Checa, Dinamarca, Finlândia, Hungria, Irlanda, Israel, Itália, Noruega, Roménia, Sérvia, Espanha, Suécia, Turquia e ainda um projeto do CERN, na Suíça, além dos já referidos de Portugal.

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