Comer fruta desidratada está a conquistar consumidores

Comer fruta desidratada pode, entre outras propriedades, combater a obesidade infantil
11 de novembro de 2013 - 10h39



O método tradicional do passado de desidratar fruta, para a ter em épocas de escassez, está a transformar-se em Portugal num negócio que começa a conquistar consumidores pela forma alternativa, crocante e divertida de a consumir.



A experiência dos antepassados levou um produtor de maçãs e peras da região Oeste a criar uma empresa e a abrir há um ano uma unidade fabril no Bombarral.



"A minha avó fazia fruta desidratada” num processo que consiste em “retirar água da fruta, colocando-a em tabuleiros para secarem ao sol. Como estava ligado ao setor da produção de fruta fresca, percebi que esta área, que já existia noutros países, não estava muito desenvolvida em Portugal", explicou João Azevedo, sócio-gerente da Azevagro.



O empresário decidiu avançar, então, para um projeto que consiga combater "a obesidade infantil e o problema das crianças não comerem fruta", criando produtos naturais, como pedaços crocantes ou gomas de pera e maçã que, em muitos casos, ganham formas divertidas.



"Comecei a pensar em dar formas à fruta, como corações, ursinhos, estrelinhas, tornando a fruta apelativa às crianças” para que passassem a consumi-la, disse.



O objetivo passa, também, por aproveitar fruta que, pelo seu calibre reduzido ou “cosmética mais deficiente”, não tem aceitação no mercado.



“Uma das missões deste projeto é também dar valor a uma parte da fruta que não é vendida em fresco", reconheceu o empresário.



A partir das crianças, o grande público-alvo do negócio, a empresa começou a pensar em diversificar os produtos a pensar nos pais, criando linhas ‘gourmet', como as barras de pera, que chegam ao cliente em embalagens com design atrativo e que são adquiridas sobretudo para presentes.



A procura do mercado permitiu escoar mais de seis toneladas de fruta no último ano, levando a empresa a exportar para Inglaterra e Bélgica e a equacionar a ampliação da fábrica.



SAPO Saúde com Lusa
artigo do parceiro: Nuno Noronha

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