Comer fritos mais de uma vez por semana triplica risco de cancro da próstata

Risco de cancro da próstata aumenta entre 30 e 37%
22 de fevereiro de 2013 - 10h06 
Os homens que comem alimentos fritos mais do que uma vez por semana têm até três vezes mais risco de desenvolver cancro da próstata, de acordo com investigadores do Fred Hutchinson Cancer Research Center, nos Estados Unidos.
O estudo sugere que a comida frita - como batatas, frango, peixe e doces - podem desempenhar um papel significativo na formação de formas mais agressivas da doença.
Estudos anteriores já tinham sugerido que a má alimentação está diretamente relacionada com maior propensão ao desenvolvimento de determinados tipos de cancro, mas este é o primeiro a indicar que os alimentos fritos representam um perigo acrescido no caso da próstata.
Os investigadores analisaram dados de dois estudos, envolvendo um total de 1.549 homens diagnosticados com cancro da próstata e outros 1.492 homens saudáveis.
Todos os participantes, que tinham entre 35 e 74 anos, completaram questionários detalhados sobre os seus hábitos alimentares e historial familiar da doença.
Os resultados, publicados na revista The Prostate, mostraram que comer alimentos fritos pelo menos uma vez na semana parece aumentar o risco de cancro da próstata entre 30 e 37% em comparação com os homens que afirmam comer esses produtos menos do que uma vez por mês.
"Este é o primeiro estudo a examinar a associação entre a ingestão de alimentos fritos e o risco de cancro da próstata. A ligação parece estar limitada ao nível mais alto de consumo, definida neste estudo como mais do que uma vez por semana. Isto sugere que o consumo regular de alimentos fritos confere um risco particular para o desenvolvimento de cancro da próstata", diz Janet Stanford, líder da investigação.
Em Portugal, o cancro da próstata é o tipo de cancro mais frequente no homem. Todos os anos surgem 4.000 novos casos e 1.800 pessoas morrem com a doença. Estima-se que um em cada seis homens terá diagnóstico de cancro da próstata ao longo da sua vida. 
SAPO Saúde

artigo do parceiro: Nuno de Noronha

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