Clínica privada para tratar doenças neurológicas abre em Torres Vedras

Investimento de 20 milhões de euros permitiu criar 40 postos de trabalho
16 de outubro de 2013 - 11h39



Uma clínica privada especializada no tratamento de doenças neurológicas abriu em Torres Vedras, estando a receber os primeiros doentes nas consultas externas, unidade de reabilitação e no internamento em regime residencial.



O diretor clínico, Joaquim Ferreira, disse hoje à agência Lusa que as três valências da clínica (ambulatório, reabilitação e internamento) estão já a funcionar e a receber os primeiros doentes, num processo que se iniciou em setembro.



"A unidade de fisioterapia e reabilitação está toda ocupada e o internamento recebeu no domingo o primeiro utente" afirmou.



O investimento é de 20 milhões de euros e permitiu abrir 40 postos de trabalho, um número que poderá subir para 60 à medida que a taxa de ocupação da clínica aumentar.



A clínica possui consultas em neurologia, psiquiatria e neurocirurgia e outras especializadas em doença de Parkinson, epilepsia, cefaleias, Acidente Vascular Cerebral, sono, cirurgia na doença de Parkinson, otoneurologia (zumbidos e vertigens), neuroreabilitação e também consulta de apoio ao cuidador.



Na vertente do internamento, possui duas unidades, uma com quartos para doentes permanentes dependentes e outra em residências para doentes temporários, cada uma com capacidade para 40 camas.



"O Complexo Integrado de Saúde para Doenças Neurológicas Degenerativas surge da constatação da existência em Portugal de múltiplas carências neste domínio", explicou o neurologista.



Joaquim Ferreira argumentou que o projeto se justifica não só devido à inexistência de unidades vocacionadas nestas doenças, como também por causa do aumento da esperança média de vida, que contribui para "um acréscimo da prevalência e incidência de doentes com este tipo de doenças crónicas".



De acordo com o neurologista, não existem no país unidades de saúde vocacionadas para a investigação e acompanhamento de pessoas com doenças neurológicas, como as doenças de Alzheimer ou de Parkinson, nem unidades de saúde com internamento de curta duração.



Também não existem centros clínicos onde possa ser dada formação a paramédicos, auxiliares de ação médica e cuidadores destes doentes, outra das valências do projeto.



No âmbito dos projetos de investigação que os promotores querem associar à clínica, foi já estabelecida uma parceria com a Faculdade de Motricidade Humana para o avanço de estudos de avaliação da marcha em doentes de Parkinson.



Lusa
artigo do parceiro: Nuno Noronha

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